Quem fala demais dá bom dia a Cevallos  escrito em sexta 04 julho 2008 22:11

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Essa frase é a grande moda do Rio de Janeiro. Virou mania na cidade maravilhosa gozar os torcedores do Fluminense com essa adaptação do conhecido provérbio em conjunto com o nome do goleiro da equipe do LDU. Essa quarta feira que tinha tudo para ser o dia mais importante da história do Fluminense acabou sendo um dos mais tristes. A torcida que lotou o Maracanã com mais de 78 mil pagantes e um público presente superior a 86 mil pessoas, um dos maiores públicos do futebol brasileiro nos últimos anos, proporcionando uma renda espetacular de quase 4 milhões de reais, depois de sofrer para conseguir um ingresso para decisão voltou a ser castigada. Os Tricolores viram seu alto investimento para obter um ingresso no final das contas não valer a pena. O Maracanã que teve antes da bola rolar uma das festas mais bonitas desde sua fundação viu ao fim do jogo uma agonia e tristeza de lembrar os momentos mais tristes do estádio. O Fluminense não conseguiu reverter á desvantagem que possuía para a LDU, o time somente deixou a situação em igualdade. O time das Laranjeiras fez 3 a 1, três gols do craque do jogo e também da decisão Thiago Neves, o primeiro jogador a marcar três gols em uma partida final da Libertadores. Os dois primeiros na primeira etapa, um de fora da área e o outro recendo cruzamento de Cícero. O terceiro de falta nos 45 minutos finais. O Fluminense fez o que era difícil, os três gols, mas pagou o preço da incompetência que teve no Equador quando levou quatro gols em 45 minutos e pelo vacilo que deu no Maracanã. O time que precisava fazer três gols levou um da LDU aos 5 minutos de jogo. O time carioca foi melhor durante todo o jogo, nos momentos ruins do Fluminense o jogo foi equilibrado. No primeiro tempo o Fluminense massacrou e só não fez outro gol porque o arbitro Hector Baldassi da Argentina cometeu uma falha clamorosa ao não marcar um pênalti sobre Washington, sim o Tricolor foi prejudicado pela arbitragem, mas a LDU também teve do que reclamar. Para os equatorianos o choro fica por conta de um gol legal mal anulado na prorrogação. No segundo tempo de jogo o pó de arroz fez o terceiro gol logo aos 11 minutos, e depois, tendo mais 34 minutos e mais acréscimos não jogou mal, mas diminuiu o ritmo de jogo, achava que o gol sairia naturalmente. Do outro a LDU se segurava como podia e tentou alguns contra ataques. Mas foram apenas mais 34 minutos, o time da casa teve ainda mais 30 minutos de prorrogação para fazer aquilo que parecia ser fácil, somente mais um golzinho, afinal depois demarcar três gols em uma final de Libertadores mais um não deve ser difícil. Mas foi. Na prorrogação quem teve mais perto do gol foi a LDU. O Fluminense, seu motor no jogo, Thiago Neves, deu pane, seus atacantes sumiram. Washington fez uma partida mediana e Dodô que tanto brigou para ser titular, arrumou confusão com todo mundo e que entrou no intervalo de jogo foi péssimo, mandou uma bola na trave e nada mais. Não tinha jeito, mais uma vez o campeão da Libertadores teria de ser definido nas penalidade. Nas cobranças de pênaltis o destino premiou a aquela que não treinou as cobranças no Rio de Janeiro. A LDU venceu por 3 a 1, perdendo somente uma cobrança. O goleiro Cevallos de 37 anos, que não é grandes coisas, se tornou o novo herói do Equador, pegou três cobranças na base da catimba e do cansaço e da incompetência das três maiores estrelas do Fluminense, Conca, Washington e Thiago Neves. O equatoriano agora pode se aposentar no fim do ano com a alegria de ter participado da maior conquista do futebol do Equador, pela primeira campeão da Libertadores. A LDU que já nos últimos anos vinha fazendo boas participações no torneio entra definitivamente no mapa do futebol. Ao Fluminense cabe muita tristeza, mas também o orgulho de ter conseguido chegar onde é tão difícil, o time que não poucas vezes que havia participado da Libertadores chegou a uma final. Ao time não faltou vontade, garra e nem técnica, o grupo de jogadores é muito bom, se for mantido pode um dia voltar a fazer bonito na competição. A única critica que pode ser feita ao Tricolor é ao Renato Gaúcho que fez um trabalho de alto nível, provou mais uma vez que é um brilhante treinador, mas na final pecou ao mostrar muita arrogância e falar demais. Esse negócio de garantir título em vez de motivar seus jogadores anima os adversários. Fica a lição ao Fluminense que também merece os mesmos elogios que a LDU que foi campeã foi muitos méritos. Parabéns a equipe e ao povo equatoriano que se uniu de maneira impressionante, coisa que nunca acontecerá no Brasil.

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